Taxistas se empenham para ajudar animais de rua

Com a suspensão dos serviços da Apata (Associação Protetora dos Animais de Taquara), já é possível notar o aglomerado de animais abandonados nas ruas da cidade. Um desses grupos está concentrado na Praça da Bandeira, em frente à estação rodoviária de Taquara. São cerca de dez cachorros que foram largados ali doentes ou machucados. Eles passam o dia perto do ponto de táxi localizado junto à praça.

“Muitas pessoas nos criticam por darmos comida para os animais, mas não podemos deixá-los passar fome”, diz um dos taxistas. Conforme ele, o grupo de trabalhadores já gastou mais de R$ 500,00 com veterinário, com o intuito de tratar os cães. Os taxistas também improvisaram um abrigo debaixo de um banco, com papelões e panos velhos, para aquecer os cachorros nas noites frias da estação. “E mesmo assim, olha como aquele ali treme”, aponta o taxista.

APENAS COM A VONTADE

Já em seu primeiro ano de funcionamento, a APATA, que contava com aproximadamente 14 voluntários, obteve os recursos de que precisava através da realização de meio frango, venda de adesivos e uma banquinha no Festo Cultural. “Desde então, a associação realiza um trabalho que deveria ser feito pela Prefeitura. Por isso, no mínimo precisaríamos contar com um amparo do Executivo”, explicou a voluntária.

A entidade realiza o tratamento de casos de sarna, pulga e fungos de cães de rua, socorrendo os animais no próprio local em que se encontram. Já em casos de atropelamentos, fraturas ou ferimentos, a vítima é internada, tratada e medicada. Após receber alta, é encaminhada para a lista de adoção e, geralmente, levada a uma família. Em caso de não se encontrado um novo lar, o animal volta ao mesmo local em que foi encontrado. A média de custo por tratamento de um animal é de R$ 100,00.

VOLUNTÁRIOS

Apesar de não contar com veterinário próprio, a Apata possui um convênio com alguns profissionais, que dão descontos nos atendimentos. Ainda assim, toda a despesa do animal de rua atendido é paga pela associação. Mesmo não sendo taquarense, um dos grandes colaboradores é o veterinário Marildo Zanini, estabelecido em Parobé.

Assim como as dificuldades, o número de animais só aumenta. Hoje, apenas quatro voluntárias são responsáveis por todo trabalho realizado pela Associação Protetora dos Animais. Segundo elas, com esse número é difícil até mesmo promover aços para arrecadar fundos. “É um trabalho diário, de pura doação. Não basta só gostar de animais, é preciso se dedicar”, explicaram as voluntárias. “Já que os animais não votam, dependemos sempre da boa vontade do governante”, desabafaram as integrantes da associação.

2 Comentários »

  1. [...] ressaltaram que fazem o seu trabalho por amor aos animais, para que eles não fiquem nas ruas, doentes ou sejam vítimas de maus tratos. E também para evitar problemas à saúde pública. A Apata também está utilizando a web como um [...]

  2. [...] Animais de estimação não são descartáveis, contudo, muitos deles encontram-se nas ruas, passam fome e além disso atuam como transmissores de doença. Por isso, é preciso que eles sejam vacinados e recebamos e anti-pulga. vermífug [...]


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